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20 Nov 2008 
Um dos maiores pensadores do iluminismo... esse artigo mostra as curiosidades, mistérios, e feitos desse grande pensador.


Admin · 6 vistos · Deixe um comentário
20 Nov 2008 


O Diretório (1794 a 1799)
foi uma fase conservadora, marcada pelo retorno da Alta Burguesia ao
poder e pelo aumento do prestígio do Exército apoiado nas vitórias
obtidas nas Campanhas externas.



Uma nova constituição entregou o Poder Executivo
ao Diretório, uma comissão constituída de cinco diretores eleitos por
cinco anos. Esta carta previa o direito de voto masculino aos
alfabetizados. O poder legislativo era exercido por duas câmaras, o Conselho dos Anciãos e o Conselho dos Quinhentos.



Era a república dos proprietários que enfrentavam uma grave crise
financeira. Registra-se uma oposição interna ao governo devido à crise
econômica e à anulação das conquistas sociais jacobinas. Tentativas de
golpe à direita (monarquistas ou realistas) e à esquerda (jacobinos)
ocorreram neste período.



As ações contra o novo governo se sucediam. Em 1795, um golpe realista foi abortado em Paris. Aproveitando o descontentamento dos sans-culottes, os remanescentes jacobinos tentaram organizar em 1796 a chamada Conjuração ou Conspiração dos Iguais, liderada por François Noël Babeuf (mais conhecido como Graco Babeuf). Os seguidores desse movimento popular, com algumas pinceladas socialistas,
desejavam não apenas igualdades de direitos (igualdade perante a lei),
mas também igualdade nas condições de vida. Babeuf achava que a única
maneira de alcançar a igualdade era com a abolição da propriedade
privada. A insurreição foi denunciada antes mesmo de se iniciar e seus
líderes, Graco Babeuf e Buonarroti, foram condenados à guilhotina. As idéias de Babeuf, entretanto, serviram de base para a luta da classe operária no século XIX.



Externamente, entretanto, o exército acumulava vitórias contra as forças absolutistas de Espanha, Holanda, PrússiaItália, que, em 1799, formaram a e reinos da Segunda Coligação contra a França revolucionária.





 Napoleão Bonaparte no Poder















Destacando-se no assédio de Toulon, em 1793, Napoleão Bonaparte tornou-se general. Em 1796, Bonaparte esmagou uma insurreição monarquista.





O governo não era respeitado pelas outras camadas sociais. Os
burgueses mais lúcidos e influentes perceberam que com o Diretório não
teriam condição de resistir aos inimigos externos e internos e manter o
poder. Eles acreditavam na necessidade de uma ditadura militar, uma
espada salvadora, para manter a ordem, a paz, o poder e os lucros.



A figura que sobressai no fim do período é a de Napoleão Bonaparte. Ele era o general francês mais popular e famoso da época. Quando estourou a revolução, era apenas um simples tenente
e, como os oficiais oriundos da nobreza abandonaram o exército
revolucionário ou dele foram demitidos, fez uma carreira rápida. Aos 24
anos já era general de brigada.
Após um breve período de entusiasmo pelos jacobinos, chegando até mesmo
a ser amigo dos familiares de Robespierre, afastou-se deles quando
estavam sendo depostos. Lutou na Revolução contra os países
absolutistas que invadiram a França e foi responsável pelo sufocamento
do golpe de 1795.



Enviado ao Egito
para tentar interferir nos negócios do império inglês, o exército de
Napoleão foi cercado pela marinha britânica nesse país, então sobre tutela inglesa.
Napoleão abandonou seus soldados e, com alguns generais fiéis, retornou
à França, onde, com apoio de dois diretores e de toda a grande
burguesia, suprimiu o Diretório e instaurou o
Consulado, dando início ao período napoleônico em 18 de brumário (10 de Novembro de 1799).



O Consulado era representado por três elementos: Napoleão, o abade Sieyès e Roger Ducos. Na realidade o poder concentrou-se nas mãos de Napoleão, que ajudou a consolidar as conquistas burguesas da Revolução.



Admin · 19 vistos · Deixe um comentário
20 Nov 2008 


Após o término das deliberações da Assembléia Constituinte em 1791,
a burguesia passou a uma posição conservadora, por entender que as
principais mudanças já haviam sido implementadas na sociedade francesa.
A situação do povo mais pobre, porém, pouco tinha mudado. Os camponeses
continuavam sem terra e nas cidades a situação tornava-se cada vez mais
desesperadora.



Em agosto de 1792, uma intensa mobilização popular destronou o rei,
e a Assembléia Legislativa foi dissolvida. Criou-se uma nova Assembléia
Nacional Constituinte (a Convenção Nacional), e a revolução
entrou numa fase radical. As primeiras medidas tomadas pela Convenção
foram a Proclamação da República e a promulgação de uma nova
Constituição (21 de setembro
de 1792). Eleita sem a divisão dos eleitores em passivos e ativos, a
alta burguesia monarquista foi derrotada. A Convenção contava com o
predomínio dos representantes da burguesia.










Maximilien François Marie Isidore de Robespierre.





Entre os revolucionários de 1789, houve divisão. A grande burguesia
não queria aprofundar a revolução, temendo o radicalismo popular.
Aliada aos setores da nobreza liberal e do baixo clero, formou o Clube dos Girondinos. O nome "girondino" (do francês girondin) deve-se ao fato de Brissot, principal líder dessa facção, representar o departamento da Gironda e de seus principais líderes serem provenientes de lá. Eles ocupavam os bancos inferiores no salão das sessões. Os jacobinos (do francês jacobin)
— assim chamados porque se reuniam no convento de Saint Jacques —
queriam aprofundar a revolução, aumentando os direitos do povo; eram
liderados pela pequena burguesia e apoiados pelos sans-culottes, as massas populares de Paris. Ocupavam os assentos superiores no salão das sessões, recebendo o nome de montanha. Seus principais líderes foram Danton, Marat e Robespierre. Sua facção mais radical era representada pelos raivosos, liderados por Jacques Hébert,
que queriam o povo no poder. Havia ainda um grupo de deputados sem
opiniões muito firmes, que votavam na proposta que tinha mais chances
de vencer. Eram chamados de planície ou pântano. Havia ainda os cordeliers (camadas mais baixas) e os feuillants (a burguesia financeira).



As modernas designações políticas de direita, centro e esquerda
surgem neste momento: com relação à mesa da presidência
identificavam-se à direita os girondinos, que desejavam consolidar as
conquistas burguesas, estancar a revolução e evitar a radicalização; ao
centro, a Planície ou Pântano, grupo de burgueses sem posição política
definida; e à esquerda, a Montanha, composta pela pequena burguesia
jacobina que liderava os sans-culottes, e que defendia o aprofundamento da revolução.



Dirigida inicialmente pelos girondinos, a convenção realizava uma
política contraditória: era revolucionária na política externa — ao
combater os países absolutistas — mas conservadora na interna — ao
procurar se acomodar com a nobreza, tentar salvar a vida do rei e
combater os revolucionários mais radicais. Nesse primeiro período,
foram descobertos documentos secretos de Luís XVI, no Palácio das Tulherias,
que provaram o seu comprometimento com o rei da Áustria. O fato
acelerou as pressões para que o rei fosse julgado como traidor. Na
Convenção, a Gironda dividiu-se: alguns optaram por um indulto, outros
pela pena de morte. Os jacobinos, reforçados pelas manifestações
populares, exigiam a execução do rei, indicando o fim da supremacia
girondina na Revolução.



Admin · 16 vistos · Deixe um comentário
20 Nov 2008 

Em setembro de 1791, foi promulgada a primeira Constituição da França que resumia as realizações da Revolução.

Foi implantada uma monarquia constitucional, isto é, o rei perdeu seus poderes absolutos e criou-se uma efetiva separação entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Além disso, foram concedidos direitos civis completos aos cidadãos.

A população foi dividida em cidadãos ativos e passivos. Somente os cidadãos ativos, que pagavam impostos e possuíam dinheiro ou propriedades, participavam da vida política. Era o voto censitário. Os passivos eram os não-votantes, como mulheres, trabalhadores desempregados e outros.

Apesar de ter limitado os poderes do rei, este tinha ainda o direito de designar seus ministros.

De mais, a constituição aboliu o feudalismo, nacionalizava os bens eclesiásticos e reconhecia a igualdade civil e jurídica entre os cidadãos.

Em síntese, a Constituição de 1791 estabeleceu na França as linhas gerais para o surgimento de uma sociedade burguesa e capitalista em lugar da anterior, feudal e aristocrática.

Apesar disso, este projeto não teve muita sustentação. Alguns setores urbanos queriam continuar com o processo revolucionário, enquanto nobres fugiam e se refugiavam no exterior, planejando à distância organizar violentamente uma revanche armada. Os emigrados tinham apoio de Estados Absolutistas como Áustria e Prússia, que viam o resultado do movimento revolucionário francês como perigoso para os seus domínios.

Em agosto de 1791, após a tentativa frustrada de fuga da família real para a Áustria, os países que até então apoiavam a França lançaram a Declaração de Pillnitz, que afirmava (e apoiava) a restauração da monarquia francesa como um projeto de interesse comum a todos os Estados europeus. A população francesa ficou enfurecida, pois enxergava esta ação como uma intromissão direta aos assuntos do país.


Admin · 4 vistos · Deixe um comentário
20 Nov 2008 

Os deputados dos três estados eram unânimes em um ponto: desejavam limitar o poder real, à semelhança do que se passava na vizinha Inglaterra e que igualmente tinha sido assegurado pelos norte-americanos nas suas constituições. No dia 5 de maio, o rei mandou abrir a sessão inaugural dos Estados Gerais e, em seu discurso, advertiu que não se deveria tratar de política, isto é, da limitação do poder real, mas apenas da reorganização financeira do reino e do sistema tributário.

O Juramento da Péla.

O clero e a nobreza tentaram diversas manobras para conter o ímpeto reformista do Terceiro Estado, cujos representantes comparecem à Assembléia apresentando as reclamações do povo (materializadas nos "Cahiers de Doléances"). Os deputados da nobreza e do clero queriam que as eleições fossem por estado (clero, um voto; nobreza, um voto; povo, um voto), pois assim, já que clero e a nobreza comungavam os mesmos interesses, garantiriam seus privilégios.

O terceiro estado queria que a votação fosse individual, por deputado, porque, contando com votos do baixo clero e da nobreza liberal, conseguiria reformar o sistema tributário do reino. Ante a impossibilidade de conciliar tais interesses, Luís XVI tentou dissolver os Estados Gerais, impedindo a entrada dos deputados na sala das sessões. Os representantes do Terceiro Estado rebelaram-se e invadiram a sala do jogo da péla (espécie de tênis em quadra coberta), em 15 de junho de 1789, e transformaram-se na Assembléia Nacional, jurando só se separar após a votação de uma constituição para a França (Juramento da Sala do Jogo da Péla). Em 9 de julho de 1789, juntamente com muitos deputados do baixo clero, os Estados Gerais autoproclamaram-se Assembléia Nacional Constituinte.

Essa decisão levou o rei a tomar medidas mais drásticas, entre as quais a demissão do ministro Jacques Necker, conhecido por suas posições reformistas. Em razão disso, a população de Paris se mobilizou e tomou as ruas da cidade. Os ânimos mais exaltados conclamavam todos a tomar as armas.

O rei decidiu reagir fechando a Assembléia, mas foi impedido por uma sublevação popular em Paris, reproduzida a seguir em outras cidades e no campo.

O Conde de Artois (futuro Carlos X) e outros dirigentes reacionários, defrontados a tais ameaças, fugiram do país, transformando-se no grupo dos émigrés. A burguesia parisiense, temendo que a população da cidade aproveitasse a queda do antigo sistema de governo para recorrer à ação direta, apressou-se a estabelecer um governo provisório local, a Comuna. Este governo popular, em 13 de julho, organizou a Guarda Nacional, uma milícia burguesa para resistir tanto a um possível retorno do rei, quanto a uma eventual mais violenta da população civil, cujo comando coube ao deputado da Assembléia e herói da independência dos Estados Unidos, Marie Joseph Motier, o Marquês de La Fayette.

A bandeira dos Bourbons foi substituída por uma tricolor (azul, branca e vermelha), que passou a ser a bandeira nacional. E, em toda a França, foram constituídas unidades da milícia e governos provisórios.

Enquanto isso, os acontecimentos precipitaram-se e a agitação tomou conta das ruas: em 13 de julho constituíram-se as Milícias de Paris, organizações militares-populares. No dia 14 de julho, populares armados invadiram o Arsenal dos Inválidos, à procura de munições e, em seguida, invadiram a Bastilha, uma fortaleza que fora transformada em prisão política, mas que já não era a terrível prisão de outros tempos. Dentro da prisão, estavam apenas sete condenados: quatro por roubo, dois nobres por comportamento imoral, e um por assassínio. A intenção inicial dos rebeldes ao tomar a Bastilha era se apoderar da pólvora lá armazenada. Caiu assim um dos símbolos do Absolutismo. A Queda da Bastilha causou profunda emoção nas províncias e acelerou a queda dos intendentes. Organizaram-se novas municipalidades e guardas nacionais.

A partir de então, a revolução estendeu-se ao campo, com maior violência: os camponeses saquearam as propriedades feudais, invadiram e queimaram os castelos e cartórios, para destruir os títulos de propriedade das terras (fase do Grande Medo). Temendo o radicalismo, na noite de 4 de agosto, a Assembléia Nacional Constituinte aprovou a abolição dos direitos feudais, gradualmente e mediante amortização, além de as terras da Igreja haverem sido confiscadas. Daí por diante, a igualdade jurídica seria a regra.


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