O Diretório (1794 a 1799)
foi uma fase conservadora, marcada pelo retorno da Alta Burguesia ao
poder e pelo aumento do prestígio do Exército apoiado nas vitórias
obtidas nas Campanhas externas.
Uma nova constituição entregou o Poder Executivo
ao Diretório, uma comissão constituída de cinco diretores eleitos por
cinco anos. Esta carta previa o direito de voto masculino aos
alfabetizados. O poder legislativo era exercido por duas câmaras, o Conselho dos Anciãos e o Conselho dos Quinhentos.
Era a república dos proprietários que enfrentavam uma grave crise
financeira. Registra-se uma oposição interna ao governo devido à crise
econômica e à anulação das conquistas sociais jacobinas. Tentativas de
golpe à direita (monarquistas ou realistas) e à esquerda (jacobinos)
ocorreram neste período.
As ações contra o novo governo se sucediam. Em 1795, um golpe realista foi abortado em Paris. Aproveitando o descontentamento dos sans-culottes, os remanescentes jacobinos tentaram organizar em 1796 a chamada Conjuração ou Conspiração dos Iguais, liderada por François Noël Babeuf (mais conhecido como Graco Babeuf). Os seguidores desse movimento popular, com algumas pinceladas socialistas,
desejavam não apenas igualdades de direitos (igualdade perante a lei),
mas também igualdade nas condições de vida. Babeuf achava que a única
maneira de alcançar a igualdade era com a abolição da propriedade
privada. A insurreição foi denunciada antes mesmo de se iniciar e seus
líderes, Graco Babeuf e Buonarroti, foram condenados à guilhotina. As idéias de Babeuf, entretanto, serviram de base para a luta da classe operária no século XIX.
Externamente, entretanto, o exército acumulava vitórias contra as forças absolutistas de Espanha, Holanda, PrússiaItália, que, em 1799, formaram a e reinos da Segunda Coligação contra a França revolucionária.
Napoleão Bonaparte no Poder
Destacando-se no assédio de Toulon, em 1793, Napoleão Bonaparte tornou-se general. Em 1796, Bonaparte esmagou uma insurreição monarquista.
O governo não era respeitado pelas outras camadas sociais. Os
burgueses mais lúcidos e influentes perceberam que com o Diretório não
teriam condição de resistir aos inimigos externos e internos e manter o
poder. Eles acreditavam na necessidade de uma ditadura militar, uma
espada salvadora, para manter a ordem, a paz, o poder e os lucros.
A figura que sobressai no fim do período é a de Napoleão Bonaparte. Ele era o general francês mais popular e famoso da época. Quando estourou a revolução, era apenas um simples tenente
e, como os oficiais oriundos da nobreza abandonaram o exército
revolucionário ou dele foram demitidos, fez uma carreira rápida. Aos 24
anos já era general de brigada.
Após um breve período de entusiasmo pelos jacobinos, chegando até mesmo
a ser amigo dos familiares de Robespierre, afastou-se deles quando
estavam sendo depostos. Lutou na Revolução contra os países
absolutistas que invadiram a França e foi responsável pelo sufocamento
do golpe de 1795.
Enviado ao Egito
para tentar interferir nos negócios do império inglês, o exército de
Napoleão foi cercado pela marinha britânica nesse país, então sobre tutela inglesa.
Napoleão abandonou seus soldados e, com alguns generais fiéis, retornou
à França, onde, com apoio de dois diretores e de toda a grande
burguesia, suprimiu o Diretório e instaurou o Consulado, dando início ao período napoleônico em 18 de brumário (10 de Novembro de 1799).
O Consulado era representado por três elementos: Napoleão, o abade Sieyès e Roger Ducos. Na realidade o poder concentrou-se nas mãos de Napoleão, que ajudou a consolidar as conquistas burguesas da Revolução.
Sindicação
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