Constituinte, a Assembléia Legislativa, a Convenção e o Diretório.
O período da Assembleia
Constituinte decorre de 9 de Julho de 1789 a 30 de Setembro de 1791. As
primeiras ações dos revolucionários deram-se quando, em 17 de Junho, a reunião
do Terceiro Estado se proclamou "Assembléia Nacional" e, pouco depois,
"Assembléia Nacional Constituinte". Em 12 de Julho, começam os motins em Paris,
culminando em 14 de Julho com a tomada da prisão da Bastilha, símbolo do poder
real e depósito de armas. Sob proposta de dois aristocratas, o visconde de
Noailles e do duque
de Aiguillon, a Assembleia suprime todos os privilégios das comunidades e
das pessoas, as imunidades provinciais e municipais, as banalidades, e os
direitos feudais. Pouco depois, aprovava-se a solene "Declaração
dos direitos do Homem e do Cidadão". O lema dos revolucionários era
"Liberdade, Igualdade e Fraternidade", mas logo em 14 de Junho de 1791, se
aprovou a Lei de
Le Chapelier que proibia os sindicatos de trabalhadores e as greves, com
penas que podiam ir até à pena de morte. Em 19 de Abril de 1791, o Estado
nacionaliza e passa a administrar todos os bens da Igreja Católica, sendo
aprovada em Julho a Constituição Civil do
Clero, por intermédio da qual os padres católicos passam a ser funcionários
públicos.
O período da Assembléia Legislativa decorre de 1 de Outubro de 1791, quando
se dá a primeira reunião da Assembléia Legislativa, até aos massacres de 2 a 7
de Setembro do ano seguinte. Sucedem-se os motins de Paris provocados pela fome;
a França declara guerra à Áustria; dá-se o ataque ao Palácio das Tulherias; a
família real é presa, e começam as revoltas monárquicas na Bretanha, Vendeia e
Delfinado.
Entra o período da Convenção
Nacional, de 20 de Setembro de 1792 até 26 de Outubro de 1795. A Convenção
vem a ficar dominada pelos jacobinos (partido da pequena e média burguesia,
liderado por Robespierre), criando-se o Comitê de Salvação
Pública e o Comitê de Segurança Pública, iniciando-se o reino do Terror. A monarquia é
abolida e muitos nobres abandonam o país, vindo a família de Luís XVI a ser
guilhotinada em 1793.
Vai seguir-se o período do Diretório até
1799, também conhecido como o período da "Reação Termidoriana". Um golpe de
Estado armado desencadeado pela alta burguesia financeira marca o fim de
qualquer participação popular no movimento revolucionário. Foi um período
autoritário assente no exército (então restabelecido após vitórias realizadas em
campanhas externas). Elaborou-se uma nova Constituição, com o propósito de
manter a alta burguesia (girondinos) livre de duas grandes ameaças: o jacobinismo e o
ancien régime.
O golpe do 18 de
Brumário em 9 de Novembro de 1799 põe fim a Diretório, iniciando-se a Era
Napoleônica sob a forma do Consulado, a que se segue a Ditadura e o Império.
A Revolução Francesa semeou uma nova ideologia na Europa, conduziu a guerras, acabando por ser derrotada pela instalação do
Império e, depois da derrota de Napoleão Bonaparte, pelo retorno a uma
Monarquia na qual o rei Luís XVIII vai outorgar uma Carta
Constitucional.
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